Art. 19 da Lei Maria da Penha: Concessão, revisão e duração das medidas protetivas

Entenda o art. 19 da Lei Maria da Penha: concessão, revisão e duração das medidas protetivas, com explicação clara, exemplo prático, revisão e foco em provas.

Se você quiser entender a lógica atual das medidas protetivas, o art. 19 é um dos dispositivos mais importantes da lei.

Quem pode pedir?

O juiz pode conceder medida protetiva a pedido da ofendida ou a requerimento do Ministério Público.

Precisa ouvir o agressor antes?

Não necessariamente. A medida pode ser concedida de imediato, sem audiência das partes e sem manifestação prévia do Ministério Público, que deve ser prontamente comunicado.

Uma medida exclui a outra?

Não. Elas podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, substituídas por medidas mais eficazes e revistas quando necessário.

É obrigatório existir crime definido, inquérito ou boletim?

Não. Desde a alteração de 2023, o texto afirma expressamente que a concessão independe da tipificação penal da violência, ação penal ou cível, inquérito policial ou registro de boletim de ocorrência.

Isso é fundamental: a medida protetiva possui função de enfrentar o risco, não de esperar a conclusão de toda a persecução penal.

Quanto tempo dura?

Não existe no art. 19 um prazo fixo universal. A regra é funcional: as medidas vigoram enquanto persistir o risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou dos dependentes.

A concessão ocorre em cognição sumária a partir do depoimento da ofendida perante a autoridade policial ou de alegações escritas, podendo ser indeferida se a autoridade avaliar inexistência de risco.

Resumo de raciocínio: risco existe → proteção pode ser rápida → não depende de processo principal → pode mudar conforme o risco → termina quando o risco deixar de justificar sua manutenção.

Eduardo Filho
Eduardo Filho

Eduardo Filho é pedagogo, professor e empreendedor com ampla experiência na criação de conteúdos para concursos públicos. Atua como administrador do site Edueduca.com, uma plataforma voltada para simulados, questões comentadas e recursos de aprendizagem. Com formação em Pedagogia e Educação Física, Eduardo também desenvolve projetos voltados para a motivação e preparação de concurseiros, além de investir em iniciativas digitais inovadoras que aproximam tecnologia e educação.

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