Art. 5 da Lei Maria da Penha: Conceito de violência doméstica e familiar

Entenda o art. 5 da Lei Maria da Penha: conceito de violência doméstica e familiar, com explicação clara, exemplo prático, revisão e foco em provas.

O art. 5º responde à pergunta mais importante para saber se uma situação entra na Lei Maria da Penha: em que contexto a violência aconteceu?

A definição parte de uma ação ou omissão baseada no gênero que cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, ou dano moral ou patrimonial. Depois, a lei apresenta três contextos possíveis.

1. Unidade doméstica

É o espaço de convivência permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive pessoas esporadicamente agregadas. Portanto, unidade doméstica não é sinônimo de parentesco.

2. Família

Aqui o foco é a comunidade de pessoas que são ou se consideram aparentadas, unidas por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa. O centro da hipótese é o vínculo familiar, e não simplesmente o endereço.

3. Relação íntima de afeto

É a hipótese em que o agressor convive ou tenha convivido com a ofendida em relação íntima de afeto. A própria lei afirma que isso vale independentemente de coabitação.

Esse ponto elimina uma pegadinha frequente: morar junto não é condição obrigatória. Um relacionamento afetivo pode existir sem residência comum.

Teste rápido

“Ex-namorado não pode entrar na Lei Maria da Penha porque já terminou.” Errado como regra automática: o texto inclui quem “tenha convivido”.

“Sem parentesco não existe unidade doméstica.” Errado: o inciso I admite convivência com ou sem vínculo familiar.

Por fim, o parágrafo único informa que as relações pessoais descritas no artigo independem de orientação sexual.

Mapa mental: CASA (unidade doméstica) → FAMÍLIA → AFETO. E AFETO NÃO EXIGE MORAR JUNTO.

Eduardo Filho
Eduardo Filho

Eduardo Filho é pedagogo, professor e empreendedor com ampla experiência na criação de conteúdos para concursos públicos. Atua como administrador do site Edueduca.com, uma plataforma voltada para simulados, questões comentadas e recursos de aprendizagem. Com formação em Pedagogia e Educação Física, Eduardo também desenvolve projetos voltados para a motivação e preparação de concurseiros, além de investir em iniciativas digitais inovadoras que aproximam tecnologia e educação.

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